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CÂMARA APROVA PROJETO DE ATUALIZAÇÃO DO PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR - 06/11/2008
UNIÃO EUROPÉIA - TOTAL REPÚDIO À “DIRETIVA DA VERGONHA” - 02/07/2008
ESCLARECIMENTOS SOBRE A MULTIMISTURA - 30/11/2007
BATE-BOCA NO STF - 30/11/2007
ESTADO VERSUS VIOLÊNCIA - 30/11/2007
FALTA DE VERBA, É FOGO - 23/10/2007
JUNK FOOD' AFETA BEBES - 19/10/2007
PROJETO DE PIZZA NADA ALÉM DE MEIA- HORA - 19/10/2007
Conar condena anúncio da Coca-Cola Zero - 15/10/2007
RIO NO ENCALÇO DA GORDURA TRANS - 15/10/2007
OPERAÇOES DO PROCON RESULTAM EM MULTAS A 4 RESTAURANTES - 15/10/2007
BOA MESA - 15/10/2007
CRISE HEPÁTICA - 15/10/2007
TROCA DE ELITE - (ZUNIR VENTURA) - 15/10/2007
80% DOS PLANOS DE SAÚDE TÊM BAIXO DESEMPENHO - 15/10/2007
PERIGO NO CARDÁPIO DAS CRIANÇAS - 11/10/2007
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na tarde desta quarta-feira
(05) o Projeto de Lei (PL 2877/2008) que atualiza o Programa Nacional de
Alimentação Escolar (Pnae).
O processo de formulação deste Projeto de Lei, que foi encaminhado
pelo Presidente Lula ao Congresso em fevereiro desse ano, contou com participação
ativa do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA).
A mobilização da sociedade civil foi fundamental para a aprovação
do Projeto. Foram feitos abaixo-assinado, cartas públicas, seminários
e reuniões de mobilização. Nesse período, foi
estabelecido um importante diálogo com o relator do PL, deputado
Nazareno Fonteles (PT-PI), coordenador da Frente Parlamentar de Segurança
Alimentar e Nutricional que incorporaram as sugestões e contribuições
da sociedade civil.
Após ser aprovada em duas votações e redação
final, a matéria será analisada agora pelo Senado, com possibilidade
de ser apreciada em regime de urgência.
O debate feito a partir do diálogo com as experiências concretas
que vêm sendo desenvolvidas em diversos municípios e o Projeto
de Lei da alimentação escolar (PL 2877/2008) mostrou o sentido
estratégico dessa política para potencializar o desenvolvimento
local sustentável, com a valorização da cultura alimentar
local e regional, a participação ativa da agricultura familiar
e agro extrativista no mercado institucional, o direito humano do escolar
de ter acesso a uma alimentação adequada e saudável,
como garantia da soberania e segurança alimentar e nutricional. O
PL define que 30% do volume de recursos do Programa sejam destinados a compra
de gêneros da agricultura familiar local. O PL também amplia
a alimentação escolar para o ensino médio. A aprovação
do projeto beneficiará mais 8 milhões de estudantes do ensino
médio e do ensino de jovens e adultos.
Vencemos esse primeiro desafio, agora precisamos continuar a mobilização
para aprovar o projeto no Senado!
FONTE: Vanessa Schottz
FBSAN - Fórum Brasileiro de Segurança Alimentar
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TOTAL REPÚDIO À “DIRETIVA DA VERGONHA”
Os parlamentares da União Européia aprovaram no último dia 18 de junho a chamada “Diretiva da Vergonha”, que prevê, entre outras medidas, a detenção de 6 a 18 meses de migrantes sem documentos na Europa, e a proibição de retorno de até cinco anos para os expulsos. De acordo com o texto aprovado, até crianças podem ser detidas.
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Alimentação enriquecida - conceito original
O conceito original da multimistura na Pastoral da Criança é a multimistura de alimentos, os quais devem ser regionais, de fácil acesso, baratos e aceitos culturalmente, além de terem alto valor nutritivo. A melhor forma de consumir os alimentos regionais é a integral, quando eles são preparados de acordo com as receitas das famílias, evitando-se apenas utilizar a forma de farinhas e sim proporcionar uma Alimentação Enriquecida.
Pesquisas realizadas pela Pastoral da Criança, em parceira com universidades, mostraram que o farelo multimistura, composto por farelos de arroz, de trigo, casca de ovo e folha de mandioca, não melhora significativamente o quadro nutricional das crianças, principalmente no que se refere a taxa de ferro e a prevenção da anemia – veja detalhes abaixo. O que demonstra que são as ações básicas de educação e saúde que as líderes voluntárias desenvolvem são mais eficazes que o uso do farelo isoladamente. O mais relevante é a atenção da mãe, da família com a criança e com o seu desenvolvimento.
A Pastoral da Criança orienta que, no locais em que há a preparação da farinha multimistura, que ela seja produzida e preparada de forma comunitária e não em fábricas. A produção com a participação das mães e líderes, na comunidade, promove melhor interação, pela troca da experiência vivenciada, partilha e inserção de conceitos básicos de higiene, saúde e cidadania. Não são recomendadas parcerias de suas coordenações com prefeituras e/ou outras instituições, no que se relaciona à produção de farinha multimistura em grande escala, pois essa forma de produção não atende os objetivos que almejamos, além do que são encontrados alguns problemas relacionados à fabricação, como:
Queixas que líderes voluntários deixaram de realizar suas atividades básicas para se dedicarem à produção nas fábricas.
Perdas do farelo por vencimento da data de validade.
Discussões acirradas entre parceiros sobre responsabilidade por perdas.
Alto custo para aquisição de produtos que compõem a multimistura, entre outros.
Em pesquisa realizada na Universidade Federal de Pelotas (RS), que analisou a multimistura elaborada com farelos de arroz e trigo, farinhas de milho e trigo, pó da folha de mandioca, pó da casca de ovo e sementes de girassol ou abóbora, concluiu-se:
Há necessidade de se aplicar as boas práticas de produção e análise de perigos e pontos críticos de controle (APPCC) para toda produção em escala.
A multimistura de farelos não foi capaz de recuperar crianças com anemia.
Hoje, a Pastoral da Criança não libera o uso de seu CNPJ para abertura de fábricas de multimistura tanto pelo resultado da pesquisa quanto pela necessidade do trabalho ser realizados pelos líderes na comunidade. A farinha multimistura, assim como qualquer outro alimento, quando produzida para ser consumida em maior escala, fora de casa ou da comunidade, precisa seguir padrões exigidos pelas agências sanitárias.
A Pastoral da Criança também percebe que as ações no âmbito da alimentação necessitam ir além da produção e do consumo da farinha multimistura, porque quando usada de forma isolada, ela não é eficiente para trabalhar a educação alimentar com as famílias, de modo que elas se tornem responsáveis pelo cuidado com sua alimentação. Nesse sentido, são desenvolvidas ações comunitárias participativas, permitindo que líderes e famílias reflitam e atuem sobre sua realidade de forma a transformá-la e melhorá-la de forma permanente.
Assim, a Pastoral da Criança trabalha ações de alimentação e nutrição pautadas em alguns princípios como:
Conhecimento da realidade alimentar local e das suas potencialidades (conhecer os alimentos produzidos na comunidade, em especial as pequenas hortas caseiras ou comunitárias com alimentos ou temperos usuais; conhecer e valorizar as pessoas que plantam; resgatar práticas alimentares ancestrais; valorizar as práticas alimentares saudáveis).
Compartilhar saberes - promover o encontro dos saberes técnicos e científicos com o saber popular, para possibilitar que caminhem juntos e enriqueçam os hábitos alimentares locais.
Oferecer meios que contribuam para melhorar o acesso a uma alimentação saudável e das pessoas decidirem por uma alimentação melhor.
Essas propostas se concretizam nas ações básicas da Pastoral da Criança, nas Visitas Domiciliares, no Dia da Celebração da Vida e na Reunião para Reflexão e Avaliação. Também em outras atividades como as Oficinas de Alimentação Enriquecida, nas quais acontece o aprimoramento das técnicas e troca de conhecimentos a respeito dos alimentos, das formas a aproveitar o alimento integral, resgate hábitos alimentares, valorização das receitas regionais.
Para saber mais, acesse artigo publicado no Jornal da Pastoral da Criança de set/2005 (formato PDF) - clique aqui.
FONTE: página da pastoral da criança na Internet. Nov/07.
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Recentemente, o ministro Marco Aurélio Mello chamou um colega para resolver um desentendimento do lado de fora do tribunal. Outro ministro, Gilmar Mendes, tentou desqualificar o trabalho de uma colega de tribunal, criticou de forma agressiva o desempenho do Ministério Público e o trabalho da Polícia Federal, comparando-a à Gestapo. Agora, acompanhamos pela Imprensa o bate-boca entre o mesmo ministro Gilmar Mendes, que tentou dar um "jeitinho", segundo o ministro Joaquim Barbosa, numa matéria já votada.
...Estamos muito mal...
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Lamentáveis as declarações do Governador Sergio Cabral. A violência não existe porque mulheres pobres engravidam, mas por não haver políticas de inclusão social sérias, agravadas por políticos que usam a mídia para criticar e responsabilizar o povo ao invés de agir em prol desse mesmo povo que o elegeu para implantar políticas de combate a desigualdade sociais.
Se existisse emprego, saúde, educação e moradia para todos, a violência não estaria no patamar que está. A violência não está no ventre de mulheres pobres, senhor Governador, mas sim na sua cabeça.
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UERJ incêndio 2007 queda do teto do Instituto de Nutrição em 2005
O incêndio que atingiu um dos blocos da UERJ, dia 30 de setembro, não começou no domingo como a Imprensa noticiou. O sucateamento da UERJ já vem de sucessivos governos estaduais, principalmente na gestão do casal Garotinho. O de Sérgio Cabral é mais um a refletir a política de descaso com a educação pública no estado. O incêndio segue uma rotina como o desabamento de parte do teto e comprometimento total de sua estrutura do 12° andar onde funciona o Instituto de Nutrição (veja foto ) e anos de salários sem reajustes.
Os cortes de verba para a instituição degradaram não só a estrutura física mas atingiram, também um patrimônio público de excelência reconhecido nacional e internacionalmente, na área de pesquisa. Atingiram, também a pouca saúde do nosso estado. O Hospital Pedro Ernesto que já foi referencia e que abriga Residências em saúde, agoniza. Este fato prejudica a formação de nossos profissionais de saúde e o atendimento à população que em busca de atendimento, encontra uma placa que informa que não há emergência.
Em 2007, foram cortados 25 milhões de reais. Nos últimos cinco anos apenas 0,02% do orçamento aprovado pela Assembléia Legislativa para a Uerj foram investidos na instituição. O reitor Nival Nunes afirma que não tem verba para financiar a obra de recuperação do prédio.
Testemunhas do incêndio garantem que as mangueiras de incêndio da Universidade estavam furadas e em péssimo estado de conservação. Só serviram mesmo para serem usadas como cordas de isolamento durante o combate ao incêndio. Sorte mesmo de milhares de alunos, funcionários e professores foi ter ocorrido num domingo.
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Consumo de alimentos pobres em nutrientes na gravidez induz hábitos dos filhos
Gestantes que comem produtos ricos em gorduras e açúcares e pobres em nutrientes podem estar condenando seus filhos a já nascerem com uma perigosa predileção por junk food. Os hábitos nutricionais das crianças estariam diretamente relacionados à alimentação de suas mães durante a gravidez e o período de amamentação, segundo pesquisa publicada na revista "British Journal of Nutrition".
Para chegar a esta conclusão, uma equipe de especialistas do Royal Veterinary College de Londres alterou a dieta de 42 ratas grávidas e lactantes. Os cientistas descobriram que os animais alimentados com batatas fritas e outros alimentos ricos em gordura, sal e açúcares nessas fases deram à luz a filhotes que também abusavam de junk food.
Na opinião dos autores da investigação, a tendência de comportamento observada nos roedores poderia ocorrer também em humanos. Os ratos expostos no útero a esse tipo de comida nasceram com 0 peso inferior à media. Mas dez semanas depois do desmame, sua massa corporal era 32% superior à normal no caso das fêmeas e 22% nos machos. Segundo a veterinária Stephanie Bayol, que coordenou 0 estudo, consumir grandes quantidades de junk food na gravidez e na amamentação pode afetar 0 controle normal do apetite e criar um gosto excessivo por esse tipo de comida nos filhos.
Os veterinários concluíram que os descendentes das ratas que receberam a dieta de junk food desenvolveram 0 gosto por gorduras e açúcares muito maior do que os filhotes de roedores com dieta balanceada. Dai a recomendação dos especialistas de que os pais devem acostumar os seus filhos , a comer frutas e verduras.
Segundo os cientistas britânicos, a pesquisa com animais pode explicar por que alguns indivíduos apresentam maior dificuldade do que outros quando precisam controlar 0 consumo de junk food. Isso acontece mesmo quando eles tem acesso a alimentos mais saudáveis.
Mas Cecília Albala, professora do Instituto de Nutrição da Universidade do Chile, duvida que as conclusões desse estudo possam ser aplicadas aos humanos.
- No caso dos humanos, é preciso levar em conta o fator ambiental. É muito difícil comprovar essa experiência com animais no homem sem separar completamente as influências hereditárias e ambientais - afirmou a nutricionista.
Independentemente disso, Cecília disse que é importante prevenir a obesidade na gravidez.
- Os hábitos alimentares da família determinam os dos filhos. As crianças acostumadas desde 0 nascimento a não beber leite com açúcar mantém esse hábito pelo resto da vida - acrescentou.
Estudos anteriores demonstraram que filhos de gestantes obesas São mais propensos ao sobrepeso. A obesidade é um problema de saúde pública em todo 0 mundo, porque aumenta 0 risco de outras doenças, como 0 diabetes tipo 2 e infarto. A Organização Mundial de Saúde estima em 400 milhões 0 número de obesos. Desses, 20 milhões São crianças com menos de 5 anos.
Fonte: O Globo em 16 de agosto de 2007
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Lei que obriga informação sobre substância já está em vigor. Empresas podem ser multadas
O Rio de Janeiro é o primeiro estado brasileiro a determinar em lei a apresentação da quantidade de gordura trans nos rótulos dos alimentos industrializados, sob pena de sanções e multas. A Lei 5.095/07 - projeto do deputado estadual Gerson Bergher (PSDB)foi aprovada na Alerj, sancionada pelo governador e publicada ontem no Diário Oficial do estado. Os fabricantes estarão obrigados a informar na embalagem dos produtos 0 tipo e a quantidade de gordura trans dos alimentos.
O descumprimento da lei no Rio estará sujeito a advertência, inutilização de produtos e multas de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão as indústrias. As punições estão previstas na Lei Federal 6.437/77, que trata das condições sanitárias de produtos alimentares. Já a Anvisa publicou em 2003 a Resolução 360, que traz exigências sobre a rotulagem de alimentos embalados.
A gordura trans está relacionada a ocorrência de doenças cardio- vasculares na população. Desde 0 início do ano, é crescente 0 número de empresas que passaram a produzir alimentos livres da substância, caso de fabricantes de biscoitos, laticínios e petiscos.
O GLOBO – 03-10-2007
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O Conar mandou suspender a veiculação do anúncio "Sutiã", da Coca Zero. O filme, no qual uma moça abre a blusa para 0 namorado e, do sutiã, saltam garrafas do refrigerante, foi considerado de inadequado apelo erótico.
O GLOBO – 03-10-2007
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Fiscais do Procon autuaram ontem, no primeiro dia da Operação Tolerância Zero, três restaurantes na Zona SuI. Os estabelecimentos terão dez dias de prazo para se adequarem as normas do Código de Defesa do Consumidor e poderão receber multas que variam de R$ 200 a R$ 3 milhões.
No restaurante D'Amici, no Leme, havia produtos sem identificação nutricional e data de validade. 0 restaurante também não tinha 0 número do Procon-RJ no caixa nem no cardápio.
No Satyricon, em Ipanema, além de diversos produtos sem a identifjcação nutricional, foi encontrado sorvete fora do prazo de validade. 0 restaurante também não tinha 0 número do Procon-RJ no caixa, nem no cardápio.
Já no Outback de Botafogo havia queijo fora da data de validade. 0 restaurante também não tinha 0 número do Procon-RJ no caixa nem no cardápio.
A administração desses estabelecimentos não se manifestaram ontem. 0 consumidor que tiver dúvidas deve ligar para 0 Disque-Procon (1512) ou acessar 0 site do Procon-RJ (www.procon.rj.gov.br). Quem quiser fazer alguma denúncia deve ligar para 0 Disque-Fiscalização (2299-2502). 0 Procon-RJ funciona das 9h as 17h .
O GLOBO - 03-10-2007
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AVALIAÇÃO COM 2 MIL EMPRESAS CONSIDEROU INDICADORES COMO SATISFAÇÃO DOS BENEFICIÁRIOS
A administração da saúde publica não anda nada bem das pernas, mas a particular também não tem 0 que comemorar. Os resultados da pesquisa do Programa de Qualificação da Agenda Nacional de Saúde Complementar mostraram que 80% das empresas do país tiveram desempenho baixo, considerando 39 indicadores, entre eles satisfação de beneficiários e situação econômico-financeira.
A ANS enviou 0 questionário a duas mil operadoras e obteve 1.123 retornos adequados, enquanto 833 empresas encaminharam informações truncadas – ou sequer responderam – e não puderam ser avaliadas, por não terem provado para o governo que estão em boas condições operacionais. Por isso, receberam nota zero. Outras 44 ficaram de fora por não possuir beneficiários.
As empresas que ficaram com zero não têm competências gerenciais sequer para fornecer dados corretos à agencia - disse 0 presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos.
Os 39 indicadores são usados para 0 cálculo do índice de Desempenho da Saúde Complementar (lDSS), que varia de zero a 1. As empresas foram distribuídas em quatro faixas: 0,00 a 0,24; 0,25 a 0,49; 0,50 a 0,74 e 0,75 a 1,0. Excluídas as 44 que ficaram fora do universo da pesquisa e consideradas as 833 que tiraram zero, mais de 80% das empresas tiveram IDSS abaixo de 0,49 .
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Enviada por um amigo, a fita estava em cima da mesa há semanas. Eu olhava e, me contendo, dizia: "Não posso, é pirata". Ao mesmo tempo, me sentia como o único a não ter assistido ao filme. Já ía ceder quando o produtor Marcos Prado me salvou. Telefonou por acaso e, diante de meu dilema, mandou uma cópia legal. Assim, sem sonegar, pude ver "Tropa de elite". 0 filme é tão indispensável quanto um gênero de primeira necessidade. Acho que descobri porque incomoda e divide tanto. É um raro exemplo de "obra aberta", aquela categoria criada por Umberto Eco e cuja pluralidade de significados permite que você tire dela o que quiser, não necessariamente o que o autor pretendeu mostrar. Daí as leituras diversas, às vezes opostas, que o filme está suscitando.
Está se falando, por exemplo, que ele é fascista, mas não é no diretor nem nos roteiristas que se vai encontrar fascismo, e sim no comportamento de alguns personagens e, sobretudo, na parte da platéia que se identifica com eles (por que não uma troca de elite?). A confusão primária entre ficção e realidade, interpretação e interprete, pode levar Wagner Moura, extraordinário ator, a ser tratado na rua como o capitão Nascimento, de quem, aliás, muito discorda, como revelou em artigo publicado no GLOBO.
O que o filme de José Padilha faz, além de transferir para nós a desconfortável tarefa de julgar os protagonistas, e revelar por que no Rio ao contrário de Nova York ou Paris, por exemplo - 0 combate ao narcotráfico se transformou numa guerra envolvendo toda a cidade. Não é porque as drogas são proibidas, pois também o são lá. Mas porque a nossa polícia precisa da estratégia do confronto - tanto a banda podre, que vive da extorsão, quanto a parte honesta, que é preparada não para proteger a população, mas para eliminar o "inimigo" tal qual um exército em território estrangeiro. Se acabasse essa guerra, acabaria a polícia. Como acontece com toda excelente obra de arte, assiste-se na tela, como novidade, ao que já se sabia na realidade: no caso, que há uma polícia acima da lei que tortura e mata, e um público que aplaude catarticamente essa maneira de agir, apesar de ser ilegal e tão ineficaz quanto enxugar gelo.
Entre as questões que "Tropa de elite" esta levantando, embora sem abordá-la diretamente, uma merece cuidado especial porque tem o charme de uma utopia. Muita gente, inclusive o governador, acredita na legalização das drogas para resolver o problema da violência e do tráfico. Sem entrar no mérito da sugestão, vale perguntar como torná-la exequível numa cidade que não consegue liberar nem jogo em cassino? Alguém já calculou a complicação que seria transformar unilateralmente o Rio numa zona livre de comércio, numa espécie de Disneylândia das drogas? 0 perigo é o fetiche: é achar que só há essa saída ou então, enquanto se espera, a dos caveiras cantando:
Homem de preto,
Qual é sua missão?
É invadir favela
É deixar corpo no chão.
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Afinal, panelas de alumínio contaminam a comida? Segundo estudo do Centro de Tecnologia de AIimentos, de Campinas, não. Pesquisada a contaminação no feijão, batata cozida, arroz, lagarto, alcatra. macarrão e molho de tomate, O resultado - diz a Agência Notisa -. foi desprezível':
Não chegou nem a 2% do limite diário tolerado pelo homem.
Fonte: O Dia – 27-09-07
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Estão suspensos, há uma semana, os transplantes de fígado no Fundão. A ordem partiu do secretario Estadual de Saúde, Sérgio Cortes, que abriu inquérito para saber como um órgão coletado em Minas Gerais e recusado pelo cirurgião do hospital, Joaquim Ribeiro Filho, acabou transplantado pelo mesmo médico em outro paciente, numa clínica particular.
Por medida cautelar, Ribeiro Filho - que alega ter cumprido ordem judicial - e outros dez profissionais do setor foram afastados por 60 dias.
Fonte: Ricardo Boechat - 27-09-07
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CORANTE E CONSERVANTES DE ALIMENTOS INFANTIS PODEM PIORAR A HIPERATIVIDADE
Corantes e conservantes usados em alimentos infantis e refrigerantes podem estar associados à piora de problemas como hiperatividade e distúbios de concentração em crianças. A conclusão é de um estudo da Universidade de Southampton, na Inglaterra.
Na pesquisa, encomendada pela Food Standards Agency (a vigilância sanitária da Gra-Bretanha), os cientistas avaliaram as efeitos dos aditivos nas alterações do comportamento infantil num grupo de quase 300 crianças (153 delas de 3 anos, e 144 de 8 e 9 anos). Algumas tomaram duas misturas de bebidas diversas, que inc1uíam diferentes aditivos. Outras, beberam um placebo. Os sintomas de hiperatividade foram medidos antes e depois de as crianças beberem os líquidos.
O grupo que tomou a mistura com alto nível de aditivos teve efeitos adversos significativos em comparação ao que ingeriu placebo. Segundo os cientistas, algumas misturas de corantes artificiais e benzoato de sódio(o E211, também um conservante para sorvetes) estavam relacionadas a um aumento de hiperatividade. Outras substancias testadas foram os corantes E110, E102, E122, E124, E129 e E104, comuns em balas, doces e salgadinhos.
Advertência aos pais
Essa não foi a primeira pesquisa à estabelecer ligação entre o consumo de aditivos alimentares e a hiperatividade e a dificuldade de concentracão. Para especialistas, os resultados podem ser cruciais para regulamentar o uso das substancias. A Agencia de Controle Alimentício britânica rejeitou os apelos para proibi-las, mas advertiu os pais sabre os riscos desses ingredientes.
A pesquisa foi publicada na revista "The Lancet" .
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